Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura

(1874-1937) Foi o mestre espiritual de Sua Divina graça A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, o Fundador-acarya da ISKCON.
Srila Bhaktisiddhanta Thakur realizou atividades inconcebíveis para nós almas condicionadas ao longo de toda sua vida. Certa vez, por exemplo, quando era apenas um menino de 2 ou 3 anos, sua pai, Srila Bhaktivinoda Thakur, comprou mangas. Vendo-as, Bimala Prasada (como se chamava quando nasceu), falou, "Essa manga é minha!". Depois, logo em seguida, lembrou que tudo que se come deve ser oferecido primeiro a Krishna, pois tudo a Ele pertence. Ele ficou tão chateado consigo mesmo que declarou, "a partir de hoje jamais comerei mangas como castigo por ter uma mentalidade tão gananciosa." E de fato, nunca mais as comeu! Manteve seu voto de não comer mangas durante toda sua vida. É claro que não havia problema algum em uma criança comer uma fruta assim, um ato inteiramente inocente – mas esse era o padrão que ele se auto impôs.
Aos 7 anos de idade (sim sete!) ele já tinha decorado todos os 700 versos do Bhagavad-gita e, ainda por cima, sabia apresentar um significado claro e perfeito para cada verso. Toda sua vida se dedicou 100% a atividades devocionais e ao estudo de filosofia. Nunca desejou se enredar na vida familiar e portanto permaneceu celibato toda sua vida. Em 1905, aos 31 anos de idade, fez um voto severo de cantar 1 bilhão de vezes os santos nomes de Krishna! Construiu-se uma pequena cabana em um local sagrado e dedicou-se a cantar 300,000 santos nomes por dia – o equivalente a 192 voltas de japa. Para quem não conhece, os devotos normalmente cantam 16 voltas de japa por dia e levam cerca de 1:30 a 2 horas para completar essas 16 voltas! Durante os nove anos que passou para realizar esse seu voto, dormia no chão de terra, sem colchão ou travesseiro de qualquer espécie.
Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati passou o resto de sua vida divulgando com muito vigor os ensinamentos do Senhor Caitanya Mahaprabhu. Ele pregou com vigor contra as influências profundamente enraizadas do sistema de castas e do impersonalismo. Encontrando-se com eruditos acadêmicos, educadores e outros líderes da sociedade e escrevendo mais de 108 ensaios e livros, ele trabalhou para apresentar a consciência de Krishna como uma ciência altamente exaltada. Ele estabeleceu 64 templos, conhecidos como Gaudiya Mathas, dentro e fora da Índia.